Espetáculo musical SAPIENS ocorre neste fim de semana na EMUFRN

Natal assistirá neste sábado e domingo uma ópera musical em grande estilo. ‘Sapiens e a Ciranda do Infinito…’ é uma ópera montada pelo mestre Danilo Guanais e dirigida por Diana Fontes e que trata sobre o conhecimento. A peça acontecerá na Escola de Música da UFRN, às 20h e, como costume nos eventos promovidos pela EMUFRN, a entrada é gratuita. Ingressos distribuídos uma hora antes, no local.

“Para os 60 anos da UFRN, uma obra sobre conhecimento. Uma viagem completamente ‘extra-cotidiano’, nas palavras da diretora, Diana Fontes, sobre a busca pelo saber”, relata Danilo Guanais, responsável pela concepção, texto, letras e músicas.

SINOPSE

Em ‘Sapiens’, Augusto Severo, norte-rio-grandense pioneiro da aviação, se vê às voltas com os problemas relacionados ao seu sonho de ver seu balão “PAX” alçar voo e ser dirigível, representando seu desejo de paz entre as nações. Sua morte, pela explosão do dirigível, em 12 de maio de 1902, em Paris, logo após demonstrar com sucesso seu voo controlado, tornou-o mártir da tecnologia aeronáutica. Nas palavras de Olavo Bilac: “Para Augusto Severo, o desastre foi uma glorificação”.

No roteiro de Sapiens, em meio aos diversos problemas que a personagem tem em sua empreitada, e que ajudam a revisitar os vários aspectos da aquisição do conhecimento pelo homem, ele é “visitado” por personagens ilustres.

PERSONAGENS

Leonardo da Vinci (pesquisador) esclarece a ele seu papel como homem pensante, resultado da evolução e sobre o uso de ferramentas. Câmara Cascudo (folclorista) aborda aspectos da aquisição da linguagem, necessidades financeiras e o desenvolvimento da cultura vendo o projeto do dirigível. Cora Coralina (poetisa) discute com ele estética e arte, enquanto Maria da Fé (Maria Felipa, heroína baiana) situa as aflições e conquistas de Augusto Severo no contexto geográfico e técnico da busca pelo saber.

Essas personagens dão força e significado a cada passo dado pelo aeronauta em sua trajetória. Juntos após sua transfiguração, Augusto Severo e seus colaboradores fazem uma análise das ambiguidades do saber, enquanto apontam para a necessidade de um futuro baseado no conhecimento que produz atitudes sustentáveis.

(FONTE: SÉRGIO VILAR)